Seja a revolução

O mundo mudou drasticamente. Se você nasceu na década de 70-80, deve ser capaz de perceber essa mudança e se você não passou os últimos anos no alto de uma montanha, pode sentir o chão tremendo sob os seus pés.

Minha geração cresceu no auge da era industrial, um período histórico repleto de conquistas para a espécie humana. Acontece que ela teve um rápido e recente declínio. Agora, está morta. Muitos apegados ao velho pensamento ainda se esforçam para preservá-la, numa sobrevida que a sustenta com a ajuda de aparelhos. Estes estão fadados.

Na minha opinião, a era industrial morreu quando o Youtube foi comprado pelo Google, no dia 6 de outubro de 2006. Foi um golpe fatal. Uma dupla de garotos, Chad Hurley de 29 anos e Steve Chen de 27, após menos de dois anos trabalhando no projeto de um site de vídeos, venderam o resultado do trabalho deles por US$ 1,65 bilhão! Assim foi anunciado o surgimento de uma nova era, uma que iria modificar profundamente cada um de nós.

Dentro do paradigma da era industrial, seria praticamente impossível gerar o equivalente à venda do Youtube em dois anos. Você teria que ter encontrado uma jazida de diamantes ou perfurado um poço de petróleo para esse tipo de retorno. Na era da informação existe muito mais dinheiro em circulação e ele pode mudar de mãos muito mais rapidamente do que imaginamos.

O mundo mudou mas nós não. Continuamos a agir, sentir e pensar como se as oportunidades estivessem nas fábricas, e não por trás das telas de computador. É preciso uma revolução urgente do pensamento humano para nos atualizar para o futuro. Dessa vez, a revolução não virá de fora para dentro, mas sim, de dentro para fora.

Será uma revolução para ser, e não para estar. Será uma revolução para se experimentar e vivenciar. Ela começa com a decisão pessoal de abandonar todos os velhos paradigmas. Para isso, é preciso coragem e não será um processo fácil.

Acredito que a primeira reforma deverá ser feita no sistema educacional. Os dois vídeos abaixo, extraídos de palestras do Sir Ken Robinson, apontam para excelentes insights sobre o assunto. Eles me ajudaram a perceber que a criatividade é algo inato e que o sistema educacional extrai de nós a habilidade de sermos criativos, inovadores e imaginativos. Para tanto é preciso estar aberto para cometer alguns erros. Sem a coragem de errar, é impossível criar algo de novo.

Também me impactou a absoluta necessidade que cada um de nós tem de descobrir nossas paixões. Descobrir aquilo que ressoa com nosso coração é o primeiro passo para a realização pessoal. Se você encontrar, dedique-se a isso de corpo e alma! Não passe pela vida anestesiado, esperando pela aposentadoria ou pela morte. Viva como você gostaria de viver!

Seja a revolução.

Vernon Maraschin