Níveis de consciência

Tradicionalmente, dividimos a natureza em reinos e isso nos permite interpretar melhor a realidade a nossa volta. É interessante notar que cada reino natural pode ser associado a um nível de consciência. O reino mineral e vegetal, são composto de corpos sólidos e resultantes de processos físicos e químicos e estão relacionados com o patamar inconsciente, mesmo que isso seja tema de debate, uma vez que as plantas podem reagir a estímulos externos.

O reino animal é composto pelos mais diversos seres vivos, desde os protozoários até os répteis e mamíferos Por expressarem sua vontade com muito mais liberdade do que os minerais e as plantas, convencionou-se relacioná-los com o subconsciente. As emoções humanas poderiam muito bem podem muito bem serem colocadas neste plano.

No entanto, o reino hominal é composto pelos representantes da espécie homo sapiens sapiens, que (em interesse próprio) foi associado ao patamar consciente. Quando expressamos nossa sensibilidade artística, a capacidade para ponderar sobre nossa existência no universo e nossas relações com o meio em que vivemos, quando elaboramos sofisticados cálculos matemáticos e teorias científicas, estamos nos manifestando desta forma mais lúcida, diferentemente dos demais representantes da natureza.

O que pode ser novidade é a perspectiva de existência de dois reinos acima do hominal. São eles o intuicional e o monádico, e são habitados pelos praticantes de filosofias iniciáticas e os realizados dentro destas filosofias, respectivamente. São pessoas que adotaram uma série de procedimentos que contribuem na evolução do indivíduo e podem conduzí-lo a esses patamares após anos ou décadas de dedicação.

Aqueles que alcançaram o despertar do veículo intuicional são chamados de iniciados (ou yôgins) e navegam em um estado chamado de supraconsciência. Os que transcenderam até mesmo este ponto são chamados de adeptos (ou yôgis) e atingiram a hiperconsciência, o ápice da evolução humana na terra.

PS. Existe também um peculiar reino da natureza que fica entre o mineral e o vegetal, habitado pelos fanáticos torcedores de futebol. Eles expressam nenhuma consciência! Apenas eventualmente gritam das janelas de suas casas a inusitada frase “Chupa!”, revelando seus desejos fálicos reprimidos.

Vernon Maraschin