Alimentação Biológica

A alimentação biológica é aquela que faz bem ao corpo. Não se atrela a nenhum dos estereótipos alimentares que normalmente associamos quando estudamos sistemas nutricionais. Se o corpo está mal, é importante tomarmos a decisão de mudar a alimentação.

Para se ter sucesso em qualquer empreitada, é fundamental termos muito claro quais são os nossos objetivos. Com a alimentação isso não é diferentes. Nossa alimentação será diferente, dependendo do nosso propósito: matar a fome, ter prazer ou apenas nutrir. Um sistema alimentar perfeito deve contemplar estes três aspectos. Não podemos negligenciar nenhum deles.

Uma regra áurea dos que estão acostumados às mudanças é a de que, quando um paradigma muda, tudo volta a zero. Uma tomada de consciência sobre a importância de um sistema alimentar adequado obrigará você a reaprender tudo o que achava que sabia. Em outras palavras: esqueça tudo aquilo que você pensa que sabe sobre alimentação. Vamos começar de novo.

O corpo precisa de aproximadamente uns 50 elementos para funcionar perfeitamente. A cada refeição, o organismo fará um check-list dos nutrientes ingeridos e realizará uma contagem de estoque. Se você ingerir apenas sódio, açúcar, gorduras e amido em todas as refeições, o corpo continuará enviando sinais de fome ao cérebro. É desnecessário dizer que o resultado disso será o mal funcionamento do organismo.

É mais fácil educar a criança do que corrigir o adulto. Rogério Brant

Algo a ser observado é o fato de que o corpo irá se comunicar conosco através de uma linguagem simbólica própria. As células não falam português, mas elas irão se comunicar. Aprender o significado dessa linguagem é importante para a saúde. Por exemplo: a sensação de fome não significa que o corpo precisa comer. Significa que ele precisa se nutrir.

No sentido de nos reeducar para uma alimentação mais saudável, podemos nos situar em um dos três estágios a seguir.

1. Incompetência ignorante: Não sabemos do que precisamos e, mesmo que soubéssemos, não saberíamos realizar.

2. Incompetência consciente: Sabemos que precisamos mudar, mas não sabemos como fazê-lo.

3. Competência consciente: Sabemos o que é preciso e sabemos como fazer.

A alimentação biológica é baseada naquilo que a natureza nos oferece para nos nutrirmos. Se o alimento fugiu correndo, isso significa que a natureza não ofereceu. Logo, este sistema alimentar se confunde com o lacto-vegetarianismo. Mas muitas propostas do lacto-ovo-vegetarianismo e do veganismo também são aceitas. Considerando isto, vejamos então as opções que nos são ofertadas: raízes, tubérculos, bulbos, legumes, verduras, gramídeas, sementes, caules, cascas, ramos, frutas, nozes, pinhas, folhas, flores, queijos, iogurtes, coalhadas, etc.

A única dificuldade aqui é a de que nenhum alimento vem pronto. É preciso fazer ficar gostoso. É aí que entram os temperos, que em nosso sistema são utilizados em profusão. E não estou falando de apenas sal e pimenta. Somente para citar alguns: açafrão, salsa, alecrim, alho, baunilha, cebolinha, coentro, cravo, cardamomo, canela, cominho, curry, erva doce, gengibre, hortelã, louro, manjericão, majerona, menta, mostarda, noz moscada, orégano, páprica, sálvia, tomilho, etc.

Como última recomendação, se você é uma dessas pessoas que vivem dizendo “Ah! Não gosto disso ou daquilo…” ou então “Sou uma pessoa difícil de comer!” vamos parar com isso. Reeduque esse emocional infantil e vamos aprender a comer de tudo! Existe uma punição terrível para esse tipo de gente, que é o desprazer de viver uma vida insossa. Não há nada pior do que isso!