A visita da Morte

Segue um texto que apresento seguidamente em minhas palestras. Fala sobre a Morte, do nosso medo de morrer e de como desperdiçamos a nossa vida. É um ótimo elixir para tomarmos diariamente e percebermos o valor de cada momento. Boa leitura.

Quando temos 20 anos nos sentimos imortais. 40 anos parecem-nos uma eternidade.

– Há tanto por viver até lá? pensamos.

Um dia, você acorda e tem os tais 40 anos. E se dá conta que, num dia qualquer da sua vida, você morrerá. Sim. Você descobre que é mortal. A partir daí, quando homens e mulheres de cabelos brancos passam por você, a pergunta é inevitável:

– Estarei como este ao chegar aos 70 anos? Chegarei aos 90 como aquele outro?

Então, todos os dias a Morte vem lhe espionar. Avaliá-lo. Saber se é hora de levá-lo. Você poderá escolher tomar consciência da sua presença ou não. A maioria de nós faz a segunda opção, ignorando-a. É compreensível: é assustador sentir a presença silenciosa da Morte. Melhor fazer de conta que ela não está aqui. A outra escolha é recebê-la como uma amiga que diariamente lhe traz um presente: um aviso.

– Acorde, ser vivente! Preste atenção em cada momento. Torne-o uma experiência intensa, porque é único. Não ouse desperdiçar seu tempo com tristeza, luto ou o Faustão. Não permita que o entardecer dos seus domingos torne-se melancólico. Mas se for inevitável, transforme-o em autoconhecimento, auto-estudo e auto-aprendizado.

Você não tem tempo para lamuriar-se com o passado. Você não pode fazer nada com ele. Escolha ser potente e realizador agora. O agora é um ótimo tempo para mudar tudo na sua vida, para sempre. Mude todos os dias.?

E a Morte continua:

Reconheça-se como um ser vivo único. A partir de agora, tudo que você sente, pensa, diz e faz é importante. Converta suas ações em atos de poder. E lembre-se: você não tem maistempo para transformar seus atos amanhã, porque o amanhã pode nunca chegar. Atribua-se o merecido valor, ente vivo, porque somente aqueles que crêem nada valerem desperdiçam o seu tempo.

Joris Marengo

Tempo este que, no fim da sua vida, será sempre meu.