A MÚSICA E A SUA IMPORTÂNCIA

Muita gente diz que não tem talento para a música, não tem ritmo ou até mesmo não gosta. Mas uma coisa é certa, todos os seres humanos que escutam e falam, conseguem desenvolver naturalmente uma complexidade enorme de notas e tons variáveis através da fala e da comunicação. Pensar, falar e se comunicar exige uma grande capacidade de dominar os sons, mas nos habituamos desde pequenos, e isso se tornou fácil. Produzir som é o princípio da música, o próprio pensamento vem de uma vibração, e a vibração é o que dá início ao som.

Construímos a nossa personalidade através do que captamos com os sentidos, se você analisar a palavra “personalidade” perceberá que a sua raiz vem de “per sona” (pelosom), ou seja, basicamente somos construídos pelo som, pelo que escutamos ou as vibrações que captamos.

Eu vejo a música como uma das principais ferramentas para a mudança, transformação e construção do indivíduo. A música é uma ferramenta poderosa. Aprenda a usá-la ao seu dispôr.

Aí vão algumas dicas sobre músicas e suas reações físicas e psicológicas:

Segundo Campbell, o canto gregoriano é excelente para o estudo, descontração e reduzir o stress. A música Barroca (Bach, Handel, Vivaldi, Corelli) comunica uma sensação de estabilidade, ordem, previsibilidade e segurança, cria um ambiente mentalmente estimulante para o estudo e o trabalho. A música clássica (Haydn e Mozart) tem clareza, elegância e transparência. Pode melhorar a concentração, a memória e a percepção espacial. A música romântica (Schubert, Schumann, Tchaikovski, Chopin e Liszt) Enfatiza  expressão e sentimento, com frequência evocando temas de individualismo, nacionalismo ou um certo misticismo. É mais útil para ampliar simpatia, compaixão e amor.

A música impressionista (Debussy, Fauré e Ravel) é baseada em humores e impressões musicais de fluxo livre e evoca imagens de sonho. Um quarto de hora de devaneio musical, seguido por alguns minutos de alongamento, pode liberar seus impulsos criativos e colocá-lo em contato com seu intuicional e inconsciente coletivo.

O jazz, blues, soul, reggae e outras formas de música e danças provenientes da expressiva herança africana, podem animar e inspirar, liberar profunda alegria e tristeza, transmitir agudeza e ironia e afirmar nossa humanidade comum. A música de big bands, pop, top 40 podem inspirar movimentação leve e moderada, engajar as emoções e criar uma sensação de bem estar.

O rock e o pop de artistas como Elvis, Beatles, Rolling Stones ou Michael Jackson podem sacudir as paixões, estimular uma movimentação ativa, liberar tensões, mascarar dores e reduzir o efeito de outros sons, altos e desagradáveis no ambiente. A música ambiente ou new age prolonga nossa sensação de espaço e tempo e podem induzir um estado de alerta descontraído. O heavy metal, punk, rap e outros mais agressivos podem estimular o sistema nervoso, levando a um comportamento dinâmico e à auto-expansão. Também podem sinalizar a outras pessoas a profundidade e a intensidade do tumulto interior (muito nítido nos jovens por exemplo) necessidade de liberação agressiva.

É fato que a música pode influenciar o funcionamento cerebral tanto no aspecto emocional quanto cognitivo. A questão é descobrir até onde isso é possível e o quanto pode ser útil.

Plácido Salles